25 agosto 2016

Eu também já "ERREI".




Ao longo desse tempo no BLOG, indo e vindo, já recebi muitas mensagens de algumas mães comentando sobre a culpa que sentem por terem lido  um POST ou outro, uma história ou outra,publicada tanto por aqui, como em outros blogs de dicas maternas, por se darem conta de que haviam feito "tudo errado" com seus filhos. Os erros comentados são quase sempre os mesmos : ter deixado muito tempo em frente á TV, colocado muito cedo/ tarde na escola, trabalhado tempo demais sem prestar tanta atenção ao filho,  que poderiam ter brincado mais, que não estipularam limites, e que parece que tudo está perdido com um filho de apenas 4 ou 5 anos de idade. 
Pessoal, calma. Com essa idade ainda temos um tanto  de coisas pra fazer na educação dos nossos filhos. Sei que o Pedro tem apenas 4 anos, e você pode me perguntar: "Mas Thais, como você pode saber, se o Pedro não chegou aos seis?" Lhe respondo: "As professoras de nível infantil e fundamental, são como umas verdadeiras mães e muitas vezes acabam se tornando o rol de soluções fora de casa, ajudam as mães em várias situações no papel materno." Fazemos isso, trabalhamos com isso. E, se “erramos” na maternidade porque não tínhamos informação ou consciência, é bom lembrar que vamos “errar” mesmo depois de ter. 
Tem alguma coisa no ar atualmente que nos leva a querer a perfeição o tempo todo. Eu não lhe culpo, porque também sou assim ( risos).Você acha que sua avó era desse jeito, tão preocupada? Como você responderia se eu te perguntasse como sua avó criou suas tias e mãe? Se fosse tão preocupada, não teria criado 13 filhos, tenha certeza. Essas neuras, que eu também tenho todos os dias, não nos servem pra muita coisa. Minha proposta seria : ACABE logo com elas. Rudolf Steiner diz que a humanidade está vivendo, atualmente, na alma da consciência, significa dizer que chegamos a um ponto em que estamos de fato mais aptos a sermos conscientes, mas isso também significa dizer que parecemos sermos mais preocupados. Então, não vamos deixar nosso excesso de consciência se transformar em neuras insolúveis que nos barram de agir e melhorar a cada dia. 
Tem mesmo coisas que não saem do jeito que gostaríamos. Eu mesma tranquei duas vezes o curso da universidade para conseguir passar mais tempo com o Pedro. Não perdi por um lado, mas por outro sim. Estou ainda tentando reparar os danos estudando mais do que o normal. Durante o primeiro ano da escola ( muitos acham que foi cedo colocar ele com 1 ano de idade), muitas vezes, entrei na minha sala de aula quase chorando por meu filho estar chorando sem querer ficar na escola ,somando ainda ter que administrar as opiniões de pessoas achando que estava muito cedo. Mas também não tinha consciência que podia ser diferente e nem sabia como mudar.
Chorei muitas e muitas lágrimas por tristeza, culpa e por achar que não estava cumprindo minha missão de mãe como SONHEI quando passei um momento BEM DELICADO em minha vida há dois anos atrás. Mas o que importa é que uma hora tomei consciência, parei de sonhar e agi. Então, se você leu qualquer um dos posts desse blog e se sentiu tocada por alguma frase, se algo fez seu peito apertar, se sentiu-se mal porque está fazendo diferente do que gostaria, bom sinal! Sinal de que ainda dá tempo. Sempre é tempo quando se trata de nossos filhos. Afinal, ao contrário de amigos ou de namorados, eles sempre serão nossos filhos. Não dá pra desfazer esse laço. 
Um dia uma mãe de um aluno do segundo ano do ensino médio ( onde também leciono) foi chamada por mim para uma reunião de urgência, por sinal uma executiva de sucesso,ela me disse com emoção nos olhos, que só se arrependia de não ter passado mais tempo com o filho. Que, por conta do trabalho, só o via no final de semana e mesmo assim estava preocupada com a empresa. Como o filho já era jovem, ela deu um jeito de se aproximar: usa as economias que fez para viajar á lugares incríveis com ele. E, juntos, curtem muito. Mas ela ainda "erra", segundo ela, no tópico, verdadeiro "olhar" para o filho. Ela vê as viagens como um cano de escape de sua ausência passada, mas não consegue enxergar de fato o que seu filho precisa: EXCELÊNCIA. 
Eu também tenho muitas tristezas por ter me dado conta de algumas coisas tarde demais. Tem coisas que importam mesmo nessa primeira infância, ou na amamentação ou até mesmo logo que o bebê sai da maternidade. Mas será que é mesmo tarde demais pra tantas coisas assim? Temos tantas coisas a ensinar e tantas coisas a viver juntos. Mesmo que seja tarde para algumas atitudes ou mudanças, temos tantas outras pela frente. Concordo com uma frase de STEINER : "Educar uma criança é auto-educação". E mesmo quando a gente faz tudo “certo” como manda o figurino, uma coisa eu sei: muitas coisas também vão dar “errado”. As coisas fogem ao nosso controle, principalmente quando eles crescem e vão criando sua própria história, e sempre vão fugir porque não estamos criando robôs,eles também precisam cumprir sua própria missão, independentemente do que traçamos ou esperamos deles.Seu filho, como todo mundo, vai ter os traumas dele, não vai ser perfeito e talvez não aprenda a pintar como Salvador Dali ou Picasso.Mas você pode facilitar a vida dele sim, com o MELHOR que poe oferecer, sem culpa. 
 Nosso amor e nossa dedicação é o que conta no frigir dos ovos. É o que eles irão levar para a vida. É o abrigo para onde irão correr quando a tempestade apertar. Mesmo depois de TUDO que já me culpei, quando vejo meu filho feliz e contente, como nessa foto acima, brincando sem pensar no amanhã, tenho certeza de que nada poderia ter dado mais certo na minha vida.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
© Mãe com Salto Alto. Todos os direitos reservados.
Editado por: La Cerejinha Design.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo